Nos últimos anos, percebo que muita gente procura meu escritório, Dias Ribeiro Sociedade Individual de Advocacia, em busca de orientação sobre como garantir o acesso a exames genéticos. Seja por recomendação médica, situações de doenças raras ou histórico familiar, essa demanda não para de crescer. Como especialista na área do direito à saúde, quero compartilhar o que aprendi em tantos casos práticos, mostrando cada passo para quem pensa em solicitar a cobertura desses exames pelos planos de saúde em 2026.
Por que exames genéticos estão mais presentes nas consultas?
Já presenciei avanços consideráveis na medicina quando o assunto é prevenção e diagnóstico de doenças. O exame genético, hoje, representa esperança para famílias que buscam respostas rápidas. Com a atualização do Rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que em 2026 promete ampliá-los ainda mais, muitas dúvidas surgem.
Reconheço na prática que, cada vez mais, médicos solicitam esses testes para:
- Identificar predisposições a doenças hereditárias
- Avaliação de risco oncológico
- Definir tratamentos personalizados
- Confirmar diagnósticos de doenças raras
O acesso, porém, depende do entendimento claro das regras dos planos de saúde. Sei bem o quanto isso pode ser confuso.
Quem pode solicitar e como iniciar o pedido?
A solicitação parte sempre de um profissional habilitado. Na minha experiência, costumo orientar pacientes para seguirem esta ordem:
- Converse com seu médico de confiança e esclareça os motivos clínicos para o exame
- Garanta um relatório detalhado, mencionando CID (Código Internacional de Doenças) e justificativa
- Peça o pedido do exame formalmente assinado e carimbado
Documentação clínica detalhada é o primeiro passo para sua solicitação ser analisada corretamente.
Depois dessa documentação, dirija-se ao plano de saúde. Eu sempre sugiro anexar cópias de:
- Pedido médico
- Relatório clínico
- Cópia do RG, cartão do plano e comprovante de residência
Quais exames genéticos têm cobertura obrigatória?
Fiquei sabendo, em atualizações recentes, que a ANS amplia a lista de exames cobertos a cada revisão do rol, mas nem tudo está contemplado. Os principais exames cobertos por planos de saúde, no geral, incluem:
- Painel de câncer de mama e ovário (BRCA1 e BRCA2)
- Exames para fibrose cística
- Testes de doenças lisossomais
- Painéis pré-natais, em certas indicações
Para conferir detalhadamente quais já têm cobertura garantida, recomendo a leitura de materiais sempre atualizados sobre direito à saúde e regulação de planos. Isso evita frustrações durante o processo.
O que fazer se o plano de saúde negar a cobertura?
Essa é uma situação que, infelizmente, acontece com frequência no escritório. Ao receber a negativa, exija que a operadora explique os motivos por escrito. Você tem o direito de receber uma resposta formal, com fundamentação, no prazo máximo de 7 dias úteis. Com esse documento em mãos, oriento tomar algumas ações:
- Solicitar novamente, anexando as normas da ANS
- Registrar reclamação na própria ANS, se aplicável
- Buscar defesa jurídica, principalmente em casos de urgência, contando com o apoio especializado de lugares como o Dias Ribeiro Sociedade Individual de Advocacia
Negativa de plano não é sentença final.
Como evitar atrasos e desencontros de informações?
Um dos erros mais comuns é entregar uma documentação incompleta, o que resulta em idas e vindas desnecessárias. Eu recomendo sempre organizar um check-list:
- Laudo detalhado do médico
- Pedido do exame com justificativa clínica
- Cópias dos documentos pessoais
- Comprovante de pagamento do último mês do plano, se solicitado

O detalhe faz diferença para que o exame não tenha a cobertura negada por motivo técnico. Tenho visto que nesses pedidos a clareza evita discussões longas com o plano.
Qual o papel do advogado nesse processo?
Sei por experiência detalhada que muitos pacientes buscam um advogado após sofridos atrasos ou negativas. O papel do profissional é analisar os documentos, apontar se a negativa é ilegal e judicializar, se necessário, para garantir o acesso ágil.
Em alguns casos, a urgência permite liminar judicial para realização do exame, principalmente quando o quadro clínico exige solução em poucos dias. Costumo atuar nessas demandas para pacientes de todo o país, inclusive orientando sobre alternativas, como buscar acesso no SUS.
Como fica a cobertura de exames genéticos pelo SUS?
A maior parte dos exames genéticos ainda depende do encaminhamento pelo SUS, com indicações clínicas rígidas e, muitas vezes, fila de espera em serviços de alta complexidade.
Para casos que envolvem o direito à saúde fundamental, compartilhei detalhes sobre estas alternativas em uma publicação no meu blog, voltada a tratamentos e terapias: tratamentos de saúde e terapias específicas. Entender direitos e deveres dentro do sistema público pode ser decisivo em situações delicadas.

Passo a passo para solicitar cobertura em 2026
Baseado no que tenho vivenciado, montei um roteiro simples para facilitar seu processo:
- Converse com seu médico e obtenha o pedido detalhado do exame
- Separe documentos necessários (pedidos, relatórios, RG, comprovante do plano)
- Envie toda a documentação para seu plano de saúde, preferencialmente por protocolo escrito ou e-mail
- Aguarde resposta formal do plano (até 7 dias úteis)
- Caso haja negativa, exija explicação por escrito
- Procure respaldo jurídico rapidamente se considerar a recusa indevida
Saiba que existem decisões e regulamentações específicas, sobre as quais escrevi em planos de saúde, que podem ser a chave de muitos casos, inclusive envolvendo medicamentos de alto custo e temas afins.
Gosto de citar histórias reais porque mostram que, mesmo em meio a negativas, pacientes conseguiram fazer seus exames, contando com conhecimento atualizado e orientação de especialistas. Cada vitória é movida por informação, organização e ação.
Conclusão: informação e ação fazem toda a diferença
Se há algo que aprendi ao longo dos anos é que a informação correta pode transformar um caminho de dificuldades em acesso real à saúde. Solicitar cobertura de exames genéticos depende, sobretudo, de reunir documentação clara, conhecer seus direitos e nunca aceitar negativas passivamente.
No Dias Ribeiro Sociedade Individual de Advocacia, estou sempre disponível para analisar casos, tirar dúvidas e buscar o melhor caminho para cada pessoa que enfrenta desafios com planos de saúde ou SUS. E, se precisa de mais orientações, convido a acessar um artigo completo com exemplos e orientações detalhadas sobre casos que já acompanhei: exemplo de superação em casos de saúde.
Se você está nessa jornada, agende uma videochamada conosco e tenha a orientação que pode mudar o seu acesso à saúde em 2026!
Perguntas frequentes
O que é um exame genético?
O exame genético é um teste realizado para analisar o DNA de uma pessoa, detectando alterações e mutações relacionadas a doenças hereditárias, predisposições ou diagnósticos específicos. Pode ser feito a partir de sangue, saliva ou outros materiais biológicos.
Como solicitar a cobertura do exame?
Procure um médico especialista, peça que ele emita laudo e pedido justificado, separe todos os documentos e protocole nos canais do seu plano de saúde. Guarde o comprovante do envio e aguarde resposta formal em até 7 dias úteis.
Qual o custo de um exame genético?
Os valores variam muito: alguns exames simples custam a partir de R$ 400, enquanto painéis mais complexos podem passar de R$ 4.000, especialmente se feitos sem cobertura do plano. Por isso, garantir a cobertura é tão relevante para evitar impactos financeiros.
Quais planos cobrem exames genéticos?
Planos de saúde regulamentados pela ANS, dentro das normativas vigentes e indicações médicas corretas, fazem a cobertura dos principais exames listados no rol. A cobertura depende do tipo de exame e do perfil do plano contratado.
Vale a pena fazer exame genético?
Quando indicado por um profissional e autorizado conforme protocolos, o exame genético pode mudar completamente o diagnóstico e permitir tratamentos personalizados. Isso pode ser decisivo para muitas famílias no contexto da saúde preventiva.